“Não julguem, e vocês não serão julgados. De fato, vocês serão julgados com o mesmo julgamento com que vocês julgarem, e serão medidos com a mesma medida com que vocês medirem. Por que você fica olhando o cisco no olho do seu irmão, e não presta atenção à trave que está no seu próprio olho?” (Mt 7, 1-3)

Nós e nossa mania de apontarmos quem está certo ou quem está errado. A começar em mim, quantas vezes não olhei para o irmão e disse o quanto este é ruim ou aquele é pecador. É um fato típico: quando estamos mais perto de Deus somos tentados, não por Deus, a nos sentirmos e nos acharmos melhores e mais dignos que os outros. Às vezes a trave é tão grande que apontar o cisco nos olhos dos outros passa a ser uma maneira de distrair quem quer nos ajudar com as traves que temos.

Ajudar o irmão a ser melhor é um objetivo do cristão evangelizador, mas precisarmos cuidar da nossa casa e termos o gesto humilde de reconhecer que também somos fracos e diante da nos fraqueza observar a grandeza de Deus, pois Ele sim, opera em nós. Somos convidados a reconduzir para perto de Deus aqueles que não andam ao Seu lado, mas o poder e a glória são de Deus, somos apenas canais para que a graça chegue até os que necessitam, não somos juizes que decidem quem está ou não apto ao amor de Deus.

A graça de Deus é indiscutivelmente igual a todos e isso nos leva a entender que nenhum de nós tem o direito de apontar ou excluir quem quer que seja pelo nosso próprio julgamento.

Eu preciso ser a cada dia mais santo e melhorar como pessoa, para que meu testemunho seja mais forte que minhas palavras, Senhor, pois muitas vezes minhas palavras são excludentes e imperfeitas, a perfeição só existe em Teu nome e no Teu amor e eu confio e preciso dEles.

Obrigado, Jesus pelo teu amor misericordioso que na cruz nos faz perceber que não há distinções para Ti e que só diante de Ti é que seremos melhores. Perdoai-nos pelas vezes em que nosso julgamento nos fez esquecer deste Teu amor por todos.

Obrigado, Senhor pelo teu imenso amor.